quarta-feira, 14 de outubro de 2009
A verdadeira liberdade
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Conservar a Tradição
“Que Maria mantenha acesa a fé de todos vós, a fé alimentada também por numerosas tradições populares que fundem suas raízes no passado, mas que justamente tendes o cuidado de conservar para que nunca falte o calor da convivência familiar nos pequenos povos e nas cidades. Às vezes se constata, com certa nostalgia, que o ritmo da vida moderna tende a cancelar algumas marcas de um passado rico de fé. É importante, contudo, não perder de vista o ideal que os costumes tradicionais expressavam, e sobretudo se deve manter o patrimônio espiritual herdado de vossos antepassados, para custodiá-lo e, ainda mais, fazer que responda às exigências dos tempos presentes. Ajude-vos nisso a Virgem Maria, a quem renovo a consagração de vossa Igreja e de toda a nação tcheca.”
(Papa Bento XVI, Ângelus, Viagem Apostólica à República Tcheca, 27 de setembro de 2009)
terça-feira, 15 de setembro de 2009
PodCast em novo blog
Os podcasts serão todos postados no blog Ecclesia Una. Obrigado pela compreensão!
Abraços,
Everth.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
PodCast: O culto a Virgem Santíssima na Anunciação
Ah: da próxima vez eu desligo o ventilador para fazer a mensagem!
domingo, 6 de setembro de 2009
sábado, 5 de setembro de 2009
PodCast: A Igreja Católica não é idólatra
Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 2132
2132. O culto cristão das imagens não é contrário ao primeiro mandamento, que proíbe os ídolos. Com efeito, «a honra prestada a uma imagem remonta (63) ao modelo original» e «quem venera uma imagem venera nela a pessoa representada» (64). A honra prestada às santas imagens é uma «veneração respeitosa», e não uma adoração, que só a Deus se deve:
«O culto da religião não se dirige às imagens em si mesmas como realidades, mas olha-as sob o seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem enquanto tal não se detém nela, mas orienta-se para a realidade de que ela é imagem» (65).
Tradição Apostólica
"O Pontífice [o Papa] não é o único a se unir aos orantes. Os anjos e as almas dos juntos também se unem a eles na oração" (Orígenes, 185-254 d.C. Da Oração).
"Se um de nós partir primeiro deste mundo, não cessem as nossa orações pelos irmãos" (Cipriano de Cartago, 200-258 d.C. Epístola 57)
"Aos que fizeram tudo o que tiveram ao seu alcance para permanecer fiéis, não lhes faltará, nem a guarda dos anjos nem a proteção dos santos". (Santo Hilário de Poitiers, 310-367 d.C).
"Comemoramos os que adormeceram no Senhor antes de nós: patriarcas, profetas, Apóstolos e mártires, para que Deus, por suas intercessões e orações, se digne receber as nossas." (São Cirilo de Jerusalém, 315-386 d.C. Catequeses Mistagógicas).
"Em seguida (na Oração Eucarística), mencionamos os que já partiram: primeiro os patricarcas, profetas, apóstolos e mártires, para que Deus, em virtude de suas preces e intercessões, receba nossa oração" (São Cirilo de Jerusalém, 315-386 d.C. Catequeses Mistagógicas).
"Se os Apóstolos e mártires, enquanto estavam em sua carne mortal, e ainda necessitados de cuidar de si, ainda podiam orar pelos outros, muito mais agora que já receberam a coroa de suas vitórias e triunfos. Moisés, um só homem, alcançou de Deus o perdão para 600 mil homens armados; e Estevão, para seus perseguidores. Serão menos poderosos agora que reinam com Cristo? São Paulo diz que com suas orações salvara a vida de 276 homens, que seguiam com ele no navio [naufrágio na ilha de Malta]. E depois de sua morte, cessará sua boca e não pronunciará uma só palavra em favor daqueles que no mundo, por seu intermédio, creram no Evangelho?" (São Jerônimo, 340-420 d.C, Adv. Vigil. 6).
"Portanto, como bem sabem os fiéis, a disciplina eclesiástica prescreve que, quando se mencionam os mártires nesse lugar durante a celebração eucarística, não se reza por eles, mas pelos outros defuntos que também aí se comemoram. Não é conveniente orar por um mátir, pois somos nós que devemos encomendar suas orações" (Santo Agostinho, 391-430 d.C. Sermão 159,1)
"Não deixemos parecer para nós pouca coisa; que sejamos membros do mesmo corpo que elas (Santa Perpétua e Santa Felicidade) (...) Nós nos maravilhamos com elas, elas sentem compaixão de nós. Nós nos alegramos por elas, elas oram por nós (...) Contudo, nós todos servimos um só Senhor, seguimos um só Mestre, atendemos um só Rei. Estamos unidos a uma Cabeça; nos dirigimos a uma Jerusalém; seguimos após um amor, envolvendo uma unidade" (Santo Agostinho, 391-430 d.C. Sermão 280,6)
"Por vezes, é a intercessão dos santos que alcança o perdão das nossas faltas [1Jo 5,16; Tg 5,14-15] ou ainda a misericórdia e a fé" (São João Cassiano. 360-435 d.C. conferência 20).
* * *
Abaixo a discussão entre o Pastor Silas Malafaia e alguns padres católicos. Disponível no YouTube:
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
PodCast: Fugindo da impureza
A mensagem consta abaixo. Fiquem com Deus!
Se fores, pois, molestada por tais tentações, alma cristã, não deves perder a coragem, antes, animosamente combater, empregando os meios que te vou indicar, e não sucumbirás:
a) O primeiro é humilhar-se continuamente diante de Deus. O Senhor castiga muitas vezes os espíritos soberbos, permitindo que caiam em qualquer pecado impuro. Sê, pois, humilde, e não confies em tuas próprias forças. Davi confessa que caiu no pecado por não ter se humilhado e ter confiado demais em si mesmo: "Antes de me haver humilhado, eu pequei" (Sl 118, 67). Devemos temer sempre a nossa própria fraqueza e colocar em Deus toda a nossa confiança, esperando firmemente que nos preserve desse vício.
b) O segundo meio é recorrer imediatamente a Deus, sem entrar em diálogo com a tentação. Logo que se apresentar ao nosso espírito um pensamento impuro, devemos elevar a Deus imediatamente o nosso pensamento ou dirigi-lo a qualquer objeto indiferente. A coisa melhor será invocar imediatamente os Santíssimos Nomes de Jesus e Maria, e não cessar de repeti-los até desaparecer a tentação. Se ela for muito forte, será bom repetir muitas vezes o seguinte propósito: Ó meu Deus, prefiro morrer a Vos ofender. Peça-se socorro, dizendo: Ó meu Jesus, socorrei-me. Maria, assisti-me. Os Nomes de Jesus, Maria e José possuem uma força especial para afugentar as tentações do demônio.
c) O terceiro meio é a recepção assídua dos Santos Sacramentos da Confissão e da Comunhão. É de suma importância revelar quanto antes ao confessor as tentações impuras. "Uma tentação revelada já está meio vencida", diz São Filipe Néri. E se alguém teve a infelicidade de consentir em uma tentação, não se demore nenhum instante em se confessar disso. São Filipe Néri livrou um rapaz desse vício, induzindo-o a confessar-se logo depois de cada queda.
A Santa Comunhão, está fora de dúvida, confere uma grande força na resistência às tentações desonestas. O Sangue de Jesus Cristo, que recebemos na Sagrada Comunhão, é chamado pelos Santos de 'Vinho gerador de Virgens' (Zac 9, 17). O vinho natural é um perigo para a castidade; este Vinho Celestial é o seu conservador.
d) O quarto meio é a devoção à Imaculada Mãe de Deus, que é chamada a Virgem das Virgens. Quantos jovens não se conservaram puros e castos como Anjos, devido à devoção à Santíssima Virgem!
e) O quinto meio é a fuga da ociosidade. O Espírito Santo diz (Ecli 33, 21): "A ociosidade ensina muita coisa má", isto é, ensina a cometer muitos pecados. E o profeta Ezequiel (Ez 16, 49), assevera que foi a ociosidade a causa das abominações e ruína final dos habitantes de Sodoma. Conforme São Bernardo, a ociosidade motivou a queda de Salomão. Por isso São Jerônimo exorta a Rústico (Ep. ad Rust., 2) que esteja sempre ocupado, para que o demônio não o preocupe com suas tentações. "Quem trabalha é tentado por um demônio só; quem vive ocioso, é atacado por uma multidão deles", diz São Boaventura.
f) O sexto meio consiste no emprego de todas as precauções exigidas pela prudência, tais como a modéstia dos olhos, a vigilância sobre as inclinações do coração, a fugida das ocasiões perigosas, etc.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
PodCast: A excelência da caridade
Boa reflexão!
- Os latidos do cachorro da vizinha;
- A minha respiração em alguns momentos do som.
Mas nada que atrapalhe a compreensão do áudio.
PodCast
Confio esse trabalho nas mãos da Virgem Maria e do Divino Pai Eterno. Que Eles conduzam nossos passos no caminho de Jesus Cristo.
Teste:
Enfim, mãos à obra!
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
O exemplo sacerdotal de São Pio X
De fato, como pastor do Povo de Deus, o sacerdote – e mais especificamente o bispo – tem o dever de conduzir as ovelhas cada vez mais ao exemplo máximo de zelo pastoral: Jesus Cristo. De fato, Ele diz: “Eu sou o bom pastor” (Jo 10,14). Adverte, do mesmo modo, que o pastor verdadeiro, aquele que não é salteador e nem ladrão, dá “a sua vida pelas suas ovelhas” (Jo 10,11). Ora, e o que é dar a vida pelas ovelhas? Não é Jesus o modelo mais especial desse ato de coragem e fé? Não foi Ele crucificado pela causa de cada um de nós? O pastor da Igreja de Deus é chamado a, assim como Jesus Cristo, dar a vida pelas suas ovelhas. E isso é, acima de tudo, encaminhá-las à salvação, à porta do caminho do céu (cf. Jo 10,7).
São Pio X, nesse sentido, é exemplo admirável do zelo pelas ovelhas. Com efeito, a principal intenção dum pastor, quando esse condena severamente as doutrinas que afastam os fiéis da verdade do Reino de Deus e da realidade salvífica que nos propõe o Espírito Santo, é de conduzir os católicos a Jesus, “caminho, verdade e vida” (Jo 14,6). Se um sacerdote foge do seu ofício de zelar pelas ovelhas do Pastor máximo, que é Jesus Cristo, então está incorrendo no pecado de omissão, pois está deixando que as ovelhas se dispersem. Não são esses os maus pastores dos quais Jeremias brada: “Ai dos pastores que deixam perder-se e dispersar-se o rebanho miúdo de minha pastagem!” (Jr 23,1)?
Ora o pastor vive para Deus e para o povo. Faz, antes de tudo, a vontade de Deus. Vivendo consagradamente para ele, dedicando até mesmo uma vida de castidade por causa do Reino, realça em seu corpo e em sua alma as marcas do Cristo crucificado – como um sinal do sofrimento que sofre nesse mundo – e ressuscitado – como sinal prefigurativo da glória celeste que há de vir. Vivendo para o povo, não se fecha em sua obediência a Deus. Pelo contrário, abre-se ao amor de Deus, transmitindo-o para aqueles que mais necessitam de ser tocados pela Misericórdia Encarnada. Aquele que tem o encargo de conduzir as ovelhas ao Reino e não o fazem devidamente pecam: “Dispersastes o meu rebanho e o afugentastes, sem dele vos ocupar. Eu, porém, vou ocupar-me à vossa custa da malícia de tal procedimento – oráculo do Senhor” (Jr 23,2).
E São Pio X, sendo um dos maiores papas do século XX – senão o maior –, vivenciou, em um ambiente laicista e extremamente racionalista, a dificuldade em promover a fé católica. Analisando-a, não desistiu de defendê-la. Pelo contrário, trabalhou por ela. Olhando para Deus – como deve fazer o sacerdote – e servindo a Ele, amou de tal modo as Suas ovelhas que as guiou incansavelmente para a Igreja, “coluna e sustentáculo da verdade” (1 Tm 3,15). Não bastasse, levou-as ainda de modo mais profundo a um encontro pessoal com o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que se dá a todos nós na Eucaristia. Não é a toa que ficou conhecido como o “Papa da Eucaristia”. Facilitou, não contristando obviamente a ortodoxia da Igreja, o acesso dos fiéis a esse bem magnífico e promoveu um culto e amor profundos por esse Santíssimo Sacramento.
Nesse Ano Sacerdotal, os padres são chamados a olhar para a figura de São João Maria Vianney que, com muito amor, construiu na pequena paróquia de Ars, na França, um lugar de muita oração e dedicação ao ofício eclesiástico. São chamados também a olhar para São João Eudes, propagador do culto ao Sagrado Coração de Jesus. E, de um modo bastante especial, São Pio X é mais um modelo sacerdotal para esse momento da história. Como missionário da Eucaristia e defensor da ortodoxia, Pio X chama os sacerdotes do mundo inteiro a viverem esse apostolado de fé. Adorando profundamente o Corpo e Sangue de Cristo, que são presença real do amor de Deus, poderão viver com exatidão as riquezas evangélicas: pobreza, castidade e obediência.
Além disso, propagado o culto à Eucaristia, é possível também pregar a Palavra de Deus, aquela que encaminha os fiéis a Jesus Cristo, o pastor das ovelhas. Nesse sentido, o Papa São Pio X é o modelo mais perfeito dos nossos tempos. O Ofício Sacerdotal, enquanto responsável pela condução das ovelhas de Jesus ao Seu Reino, é o mais maravilhoso dos trabalhos porque não dá a salvação somente a si mesmo, mas a uma multidão de pessoas. Que os sacerdotes possam ter os olhos fixos em Jesus, modelo perfeitíssimo de zelo pastoral e amor eucarístico; que olhem para a honra da dignidade sacerdotal de São Pio X e possam buscar nela forças para combater as heresias e as adversidades do mundo moderno tão necessitado da Palavra de Deus.
Que a Virgem Santíssima interceda a Deus por todos os sacerdotes nesse Ano Sacerdotal.
São Pio X,
rogai por nós!



