Se Jesus não ensinou a verdadeira religião a se seguir, então Ele não foi o Messias. Diz o profeta Isaías sobre o Cristo: “Anunciará com toda a franqueza a verdadeira religião” (42,3). Logo, o cristianismo deve professar a fé de que existe somente uma religião verdadeira, onde a tradição apostólica esteja fielmente guardada e protegida. Além de anunciar com toda a franqueza a verdadeira religião, Jesus deu-se à Igreja de tal modo que formou com Ela um só Corpo. Paulo chega a comparar a relação entre Jesus e a Santa Sé como sendo a relação de “marido e mulher“: “Maridos, amai vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela…” (Ef 5,25s). Ora, o amor do matrimônio é tão grande que marido e mulher tornam-se uma só carne (cf. Gn 2,24). Da mesma forma, o amor de Cristo pela Igreja é essa ‘unidade’. Jesus e a Igreja já não são mais que uma só carne.
Mas, como identificar a verdadeira Igreja de Cristo, a que foi, de fato, fundada por Ele? Ora, o primeiro critério que devemos usar para que saibamos qual foi é identificar uma igreja fundada durante os anos que Jesus viveu. Ela deve ter sido fundada entre os anos 30, quando começou o ministério de Jesus, até o fim do primeiro século, pois foi nesse tempo que a fé cristã começou a se difundir. Algumas passagens da Bíblia mostram a fundação da Igreja por Jesus Cristo. De fato, Jesus usa o termo “igreja” apenas duas vezes nos seus Evangelhos, uma, em Mateus 18,17, quando Ele fala como devemos tratar a ignorância do irmão. Noutra, já, Ele usa o termo “Igreja” – com letra maiúscula – dirigindo-se à Simão Pedro: “E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16,18). Jesus fala da “sua Igreja” – e não “suas” – como sendo edificada por Ele, mas em Pedro. São Pedro então seria a coluna da Igreja. E de fato o foi. Documentos da época comprovam que Pedro foi o primeiro papa.
Mas, bem, se Pedro de fato fosse o primeiro papa ele não teria negado Jesus, pergunta-se. Não, essa afirmação não tem nenhuma consistência teológica, mas se a primeira confirmação de Jesus de que Pedro seria a “pedra” de sua Igreja deixasse alguma margem de dúvidas ainda, após a Ressurreição de Cristo, Ele “reconfirma” ao mesmo Pedro: “Apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21,17). Não há dúvidas: a Igreja de Cristo foi fundamentada em Pedro. Então, já identifica-se que essa Igreja é a Católica. O sucessor de Pedro, que é o Papa, está ainda vivo aí em nossa meio. Além dessa condição para sabermos qual é a Igreja de Jesus, São Paulo vem dizer que a Sua Igreja é santa (cf. Ef 5,27). Ora, qual a Igreja que se proclama santa desde a sua fundação? A católica!
Dizem os contemporâneos dos apóstolos, ainda sobre o mesmo assunto:
“Onde comparecer o Bispo, aí esteja a multidão, do mesmo modo que, onde estiver Jesus Cristo, aí está a IGREJA CATÓLICA” (Santo Inácio de Antioquia, 70 – 107 d.C., Epístola aos Esmirnenses c. 8,2).
“A Igreja de Deus que peregrina em Esmirna à Igreja de Deus que peregrina em Filomélio e a todas as paróquias da IGREJA SANTA E CATÓLICA em todo o mundo” (São Policarpo, bispo de Esmirna).
É inegável que a Igreja Católica é a fundada por Jesus Cristo, portanto a única certa a se seguir. Ela não se pode corromper, não se pode macular, não se pode manchar, pois “as portas do inferno contra ela não prevalecerão” (Mt 16,18). Desde agora e para sempre, Ela é a esposa de Cristo, a Santa Mãe Igreja.
“Recebei minha doutrina” (Mt 11,29).
Graça e paz.
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